
"Os que me falam em religião querem o meu dinheiro ou a minha liberdade" Proudhon
ATO 1
Despreguei,
Com moto-serra
Despreguei!
Eu,
Sozinho,
Quieto,
Subi na escada
E podei os antebraços
E podei as canelas
E o corpúsculo madrigaz
Despencou inteiro
Na pilha de esterco
Que estrumava o madeiro.
ATO 1
Despreguei,
Com moto-serra
Despreguei!
Eu,
Sozinho,
Quieto,
Subi na escada
E podei os antebraços
E podei as canelas
E o corpúsculo madrigaz
Despencou inteiro
Na pilha de esterco
Que estrumava o madeiro.
ATO 2
Teci no pescoço encarquilhado
E na corônula farpada
Um espesso emaranhado de cordas
Em cerol vítreo mergulhadas.
Estiquei, uni e torci,
As pontas soltas
Umas nas outras,
E as enodei no pará-choque
Do umbrático jinrikisha
Teci no pescoço encarquilhado
E na corônula farpada
Um espesso emaranhado de cordas
Em cerol vítreo mergulhadas.
Estiquei, uni e torci,
As pontas soltas
Umas nas outras,
E as enodei no pará-choque
Do umbrático jinrikisha
ATO 3
E ora trotando,
Ora galopando,
Sob febo,
Sob febe;
Por pauis
E bulevares;
Por praças de abantos
E pérgulas de basiliscos;
Defronte
Alcácer imponente
E choupana impotente,
Arrastei,
Cientificamente
Arrastei,
A hóstia esburgada
De Jeová.
E ora trotando,
Ora galopando,
Sob febo,
Sob febe;
Por pauis
E bulevares;
Por praças de abantos
E pérgulas de basiliscos;
Defronte
Alcácer imponente
E choupana impotente,
Arrastei,
Cientificamente
Arrastei,
A hóstia esburgada
De Jeová.






