
“In trutina mentis dúbia
Fluctuant contraria
Lascivus amor et pudicitia” (Carmina Burana)
De prateadas cápsulas o tambor recheado
O suor da cútis o frio cano lambe
Dilatadas as pupilas
Emudecida a laringe
Pavor? Excitação?
No domador o sorriso impudente
No domado o choro soluçante
Uma voz raucíssona gritando
O index no gatilho obrigando
Indo e vindo, a aveludada pata tremulante,
E as lágrimas de nojo e prazer
Mergulhando juntas no gramado
Do vexame e da glória!
A boca dentígera engole e expele a glande
A boca anodonte jorra vidas
Os opostos corpos baldosos unidos
Graças à força
Graças à fraqueza
Graças a ti, beleza!
*Poema dedicado ao Marquês de Sade.

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