terça-feira, 16 de setembro de 2008

"Santa Madrasta do Diabo"


“quando dou, não tomo/ multiplico, somo/ amo, mas não domo/ sou fada e gnomo/ quando eu dou, eu como” – Patrícia Clemente


A Ti invocamos
Debochado arcanjo d´Esbórnia
Debaixo da insueta macieira puela
Batendo e jaculando
Em madrugadas de plenilúnio
Nos teus lívidos pômulos gípseos

Santa Madrasta do Diabo

Só em Ti há felicidade
Só de Ti mentira agre é mélica verdade
Só para Ti nossas genuflexões são

Santa Madrasta do Diabo

Ó Anfitriã das garbosas sentinas
Ó Promotora de incestos e sodomias
Ó Rainha dos crápulas apívoros
Ó Encantadora de áspides e minhocas
Ó Delibadora do álbido licor lúbrico
E do noto icor rúbido
Ó Tríbade do tegumento anatado
da boceta balsâmica
dos pomos túmidos
dos mamilos nacarados
dos mitenes acetinados
das anchas ancas
do olho vesco por esculturas de carne brunido
do tímido riso libertino
Mostrai-nos Lúcifer
O Autosito
Bendito fruto dos vossos conhecimentos
Para que sua luz postrema nos guie
Através dos Vales Somíticos

Santa Madrasta do Diabo

Um comentário:

Anônimo disse...

Rafa! Que medo de vc! aheuheauah!
Continue assim.. vc vai longe .. ja viu meu Blog? Ganhei um prêmio... dividi com vc.. ahahahah! Vc merece!